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Sobre a relação: nutricionista e paciente


A vida do nutricionista de consultório não é nada fácil. Horários apertados, pagamentos limitados e repasse dos convênios quase zero. Se a gente for colocar no papel, muitas vezes lucrar é luxo.

Apesar disso, desde o início sempre senti uma satisfação gigantesca em ajudar alguém que me procurasse, independente do valor. Então decidi desenvolver o meu modo de atendimento baseado nas pessoas, e não pensando se era particular ou convênio. E não foi fácil não viu minha gente, temos que pagar as contas né? Mas hoje vejo que foi a melhor escolha possível.

Minhas consultas foram ficando mais longas, 1 hora, 1 hora meia, muitas vezes chegam a 2 horas. Mas por que tanto tempo, né? Pois é. A questão é que: se eu não entender o paciente, o mínimo que seja, eu não consigo ajuda-lo. Daí o que adianta? Ele vem 1 vez e não vem mais, pode ter certeza.

Como está sua rotina? Com está seu trabalho? Seu bem-estar emocional? Seu bem-estar físico?

Essas são apenas algumas das questões que eu abordo constantemente nas consultas. Para daí então chegar em pistas de como é a verdadeira relação paciente X comida. Tá aí a chave de tudo. Parece terapia? Parece sim, Brasil. Mas pode vir que é sucesso! :)

O objetivo principal é melhorar a relação das pessoas com o ato de comer e, porque não, resgatar o seu instinto mais primitivo: comer somente o necessário para sobrevivência (esse, aliás, foi um insight que um paciente de longa data me provocou, achei ótimo). Os objetivos posteriores são todos consequências naturais do processo: emagrecimento, ganho de peso, qualidade de vida, ou o que você quiser.

O que um atendimento de 15 minutos, automático, robótico, pode fazer? Não sei, não posso afirmar ao certo. Posso dizer somente que ativei o modo humanizado.

Criar uma conexão, olhar no olho, se colocar no lugar do outro por mais que eu não tenha passado por nem metade das coisas que muitos deles passaram. Como é ter compulsão? Eu não sei. Mas faço um exercício diário e intenso para conseguir entender todas as ramificações das inúmeras e complexas relações com a comida que nós temos. E o que eu aprendo com tudo isso, olha, é muito valioso.

Sabem, com os atendimentos tiro 2 lições muito importantes: 1) o poder da empatia: eu te entendo, eu imagino como você se sente, eu sei que não é fácil. A empatia é tipo aquele "pretinho básico", uma lição pra vida, pra ser aplicada em todas as suas relações com outras pessoas (e com os animais também). 2) faça o que você ama: assim você consegue se dedicar ao máximo, aprender, evoluir, o esforço diminui e a satisfação aumenta.


Espero que tenham gostado da minha reflexão sobre uma parte do meu trabalho, que é clinicar no consultório. Quem quiser falar comigo é só me escrever!


Beijos da nutri, Raquel

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